“As pessoas gostam de compartilhar. Isso dá status social, uma forma de se conectar às outras pessoas. E não é a tecnologia que trouxe isso. Somos biologicamente programados para sermos sociais. Só que as possibilidades aumentaram. Se antes ter status social significava colocar uma roupa legal, hoje, é estar em blogs, redes sociais ou sites de vídeo.”
Danah Boyd, uma das principais cabeças no estudo da explosão de “mídias sociais” no mundo inteiro, analiza porque as pessoas utilizam sites de relacionamento. Para ela, redes sociais – como Orkut, YouTube, blog, Twitter – servem não apenas para contatar amigos, como também para conhecer pessoas, compartilhar informação e suprir a necessidade de contato em uma sociedade violenta e obcecada pelo trabalho.
Boyd tem explicações curiosas para o sucesso do Orkut no Brasil. Para ela, a amizade entre moradores do Rio e de São Paulo foi fundamental, bem como a competição inicial para ser a língua preponderante do serviço. “[logo após o lançamento do Orkut] Os brasileiros ficaram em segundo, atrás dos EUA. Surgiu uma campanha para desbancar os norte-americanos. Não deu outra. Os americanos fugiram, pois estava se falando muito português e eles não compreendiam”, explica.