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Histórico


Um dos primeiros grandes jornais a criar sua versão online foi o New York Times (www.nytimes.com), em 1995. No mesmo período, o The Wall Street Journal lançou o Personal Journal, sua versão digital a partir do material das edições diárias. Devido ao surgimento do provedor AOL, outras publicações seguiram no mesmo caminho. 


Sites de buscas começaram a ampliar seus serviços, tornando-se portais. A veiculação de notícias era um deles. O Yahoo!, que foi criado em março de 1995, lançou, ainda nos seus primeiros meses de funcionamento, a Reuters online. A primeira notícia a ser publicada na página inicial do Yahoo! foi sobre a morte de Yitzhak Rabin, o primeiro-ministro de Israel (“Rabin assasinado”).


No Brasil, a primeira publicação a criar seu espaço online foi o Jornal do Brasil, em 28 de maio de 1995. Outros periódicos trilharam o mesmo caminho. Todavia, basicamente eram simulacros das versões impressas.


Em 1996, surge o primeiro jornal virtual nacional, o Brasil Online. Quatro anos depois foi criado o Último Segundo (www.ultimosegundo.com.br), uma iniciativa do provedor IG. Contava com material de agência de notícias e conteúdo próprio.


Profissionais da grande imprensa começaram a migrar para a internet. Salários bem mais atraentes que os da mídia tradicional não eram raros.


A web era um ambiente propício para as notícias. Entretanto, muitos dos projetos online dependiam de capital de risco e não fechavam as contas no final do mês. Investimentos altos, planos de negócios não consistentes...


Essa instabilidade se acentuou em março de 2000, quando a Nasdaq, bolsa de valores de tecnologia, apresentou uma queda acentuada do valor das ações das empresas do segmento. Em seis meses, o índice da bolsa caiu 66%.


Vário sites quebraram ou tiveram de redefinir sua atuação. Com o corte de custo, muitos projetos envolvendo notícias foram encerrados ou tercerizaram suas atividades. O break even (ponto de equilíbrio financeiro, quando as empresas atingem sua viabilidade comercial), não poderia ser mais protelado. Fusões, parcerias de produção de conteúdo e cobrança por acesso foram algumas das táticas utilizadas.


Com o tempo, o clima de incerteza foi mitigando. Cada vez mais jornais criavam seus sites, surgia a Folha Online (www.folha.com.br), profissionais eram contratados para fazer jornalismo online e seções de notícias dos portais eram cada vez mais atualizadas.


No início desse século, surgia também o fenômeno dos portais regionais. No Rio Grande do Sul, foi criado o Click RBS (www.clicrbs.com.br/), ligado ao grupo de comunicação RBS; em Minas Gerais, o jornal Estado de Minas lança o Uai (www.uai.com.br) e, no Ceará, a periódico O Povo desenvolve o portal No Olhar (www.nooolhar.com).


Começaram a crescer também projetos que ligavam jornalismo e entretenimento. No Brasil, existiam três sites sobre celebridades: Fuxico (www.fuxico.com.br), Babado (www.babado.com.br) e Dirce (www.globo.com/dirce). Todos contavam com grande audiência e eram responsáveis por atrair audiência aos portais nos quais estavam hospedados.


Nesse novo meio, propostas inusitadas também eram desenvolvidas. Como o Naked News (www.nakednews.com), site canadense em que os apresentadores se despiam ao longo do programa. Um projeto similar foi criado no Brasil, o Nutícias (www.nuticias.com.br), do portal Vírgula (www.virgula.com.br). Houve ainda o Ananova.com, jornal online com apresentadora virtual.


O primeiro evento a receber grande cobertura na internet foi a seqüência de atos terroristas aos EUA, em 11 de setembro de 2001. Muitas páginas receberam tantas visitas que saíram do ar ou ficaram extremamente lentas.


Para se adaptar, sites mudaram suas páginas iniciais. Antes com muitos recursos gráficos, o site da CNN (www.cnn.com) passou a trazer apenas textos. No Brasil, os portais UOL e Terra também se adequaram. Esse último, além de texto, exibia uma foto dos atentados. Apenas nesse dia, a Folha Online recebeu o recorde de 500 mil visitantes.





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